quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Day 4 in New Zealand

Uepa! E aí, meus caros? Tudo na paz? Maravilha! Vamos ao dia de hoje então.

Acordei antes de todo mundo hoje. Antes mesmo do meu despertador. Com medo de ignorar que nem na minha primeira dormida aqui, fiquei acordando várias vezes durante a noite. E porque no começo da manhã fui sentir um friozinho, porque deixei a janela aberta já que não tem ventilador aqui no quarto. Café da manhã repetido de ontem, porque antes focar no que é certo do que arriscar no que não tem muita chance de ser bom hausahuhs


Fui terminar de me arrumar, dei tchau pra Sarah que tava tomando café dela e fui pra escolinha eeeee

Coloquei minha jaqueta vermelha por cima dessa camisa aí da foto de cima, mas o vento frio da manhã de 16°C tava difícil de segurar. Quase voltei para pegar um casaco mais grosso. Mas tudo bem. Atravessei a rua olhando pro lado errado e quase estreei meu seguro viagem. Não demorou muito e o ônibus passou. Eu já esperando ter que pagar 5 dólares, entrei no ônibus e o motorista disse que era 3 (?????????????????). Não vou contestar, né, se resolveu ser mais barato hoje... Mas essa inconstância de preço ainda pode me ferrar mais para frente. Peguei o ônibus às 8am para ter certeza que chegaria na Kaplan às 8:45. Cheguei lá às 8:24 👍 E olha que no caminho a pé eu fui devagarinho, olhando as curiosidades da rua, como este rapaz usando patinete como meio de transporte. Achei tendência.


 Ainda bem que já tinha gente para receber os novos alunos e, depois de checar meus documentos (opa!), me encaminharam pra refeitório junto com os outros alunos. Ali mesmo eu já tava ouvindo inglês com sotaque brasileiro, mas fiquei na minha.

Nos levaram para uma sala no outro prédio que não era o principal, e já nisso eu pude ver como é bonito o campus. Não vejo a hora de deitar debaixo daquela árvore à esquerda tipo em filme, e provavelmente reclamar que me enchi de mato em seguida.


Fizeram o teste de nivelamento depois de apresentar a diretora do campus (que é brasileira, assim como os outros 16 alunos brazucas num total 39 alunos novos). Seria 40 minutos para a parte de gramática e vocabulário + redação. Por experiência com o ECPE eu já fiquei tenso com o tempo e corri para fazer logo. Terminei tudo em 15 minutos 😅, com a letra horrorosa na redação que eu espero que tenha ficado legível, pelo menos. Durante essa parte eles chamavam um por um para ir lá fora fazer uma prova oral rapidinha. Depois veio a parte de compreensão auditiva, também não muito difícil. Se errei, deve ter sido uma só, e eu sou péssimo em listening. Depois vieram instruções e mais instruções, que estavam me deixando de saco um tanto cheio. Tivemos um break de 10min, deu tempo só de ir no outro prédio encher o squeeze que eles deram de brinde, ver o quadro de atividades extraclasse que eles tinham programado e voltar.


Não tive muito tempo para olhar tudo direito mas o que me chamou atenção foi esse futebol na bolha, mas que é só terça que vem, e essa viagem para Rotorua, que é onde tem as atividades radicais que eu quero fazer, mas na ilha norte, que é onde Auckland fica. A parte ruim é que é neste fim de semana agora, sai na terça e volta domingo, então provavelmente não vou ter tempo de fazer amizades para convencer a ir junto haha Mas deve dar para fazer amizade com quem for, né. Ir eu vou ter que ir nessa bagaça; outra oportunidade dessa organizada pela escola só no fim de semana que eu tô voltando, aí fica humanamente impossível.

Depois que voltamos do break, o blá blá blá continuou e depois a moça nos levou para conhecer os arredores de Newmarket, onde fica a escola. Mostrou basicamente o banco, a farmácia e a cafeteria mais próximas, onde podíamos comprar o cartão de ônibus que dá desconto nas passagens (aquela de 3 dólares mais cedo sai por 1.80 usando esse cartão!) e terminou no deixando no shopping ali perto, onde era um bom lugar para comer. Quase fui ao McDonald's, mas em frente a ele tinha um restaurante asiático que parecia muito bom. E confirmei minhas impressões quando o moço me deu um pedaço de frango teriyaki para provar, aí me convenceu de vez. NZ$8.90 por um bowl com arroz, aí coloca a salada que quiser (alface, tomate, cebola roxa, salsinha, brócolis e brotos, que foram os dois que escolhi), 2 molhos e 2 porções de carne. Tinha carne bovina, peixe e bastante frango. Peguei o frango teriyaki e um peixe empanado (katsuo), que não era grande coisa. Mas o restante... Já sei onde vou almoçar todos os dias haha Mentira, tem Burger King mais perto, vou me render a fast food um dia sim.


Tínhamos só meia hora para almoçar e voltar pra escola, então eu comi um tanto rápido. No caminho passei por um banco que fazia câmbio, e eu aproveitei para cambiar os dólares americanos que eu não ia usar nunca, né. Tanta burocracia que acabou me atrasando, mas deu tempo de chegar antes de começarem o tour pela escola. Escola que parece um castelinho, olha só:


É muito bonitinho esse lugar, né? Aí conhecemos algumas salas de aula, fomos apresentador ao centro de estudos, que é onde os alunos precisam fazer atividades sozinhos (self-study) e recebemos nosso quadro de horários e livros. Fiquei na turma avançada do IELTS mesmo, como eu previa pelo resultado da entrevista oral, mas eu sou chato e fui atrás da minha nota em números haha Mas não consegui, só amanhã com minha professora mesmo. E fui embora porque queria ver ainda esse lance do cartão de ônibus/trem.


Não encontrei o crocs amarelo. Meu trauma persiste. Mas encontrei uma loja tipo Makro que tem de tudo tudo mesmo por preços baixos. Eletrônicos, calçados, roupas, equipamento esportivos, de camping, objeto de decoração... Mas já pensando nessa viagem do fim de semana eu tô freando meu bolso, senão já viu. Volto cheio de tralha e com mais um trauma nível Las Vegas. Depois fui na estação de trem comprar o AT Hop card e já coloquei a recarga que eu, espero, dure por toda minha estadia. Aliás eles chamam de "top up", não "(re)charge" como eu esperava. E já fui estrear o cartão voltando para casa. A diferença dele é que não precisa dizer para onde eu tô indo, é só passar na maquininha ao entrar no ônibus (que não tem catraca, que nem em LA). Ah, mas na hora de descer tem que passar de novo, aí que ele debita o valor da passagem com desconto. Se esquecer de passar na saída, da próxima vez que pegar outro ônibus vai cobrar a tarifa inteira do ônibus anterior, aí não adianta nada usar o cartão, né.

Chegando em casa falei para Sarah como tinha sido o dia lá, ela me avisou que... ah, no vídeo eu digo o que ela me avisou. Aproveitando que tava saindo um solzinho eu já coloquei uma camisetchénha. Ela saiu para fazer não lembro o que mas falou que o jantar já estava encaminhado.


Isso foi tudo teatro pro vídeo, tá? Não fiquei nem 5min lá fora hahahaha Eu bem que tentei, mas o vento tava sinishtro, minha regatinha não deu conta não. Ah, o achocolatado não tem açúcar nenhum 😂 Tadinha, ela fez na boa intenção. Eu coloco açúcar quando for tomar de novo.

Salton, o árabe partyboy como a Sarah gosta de chamar, finalmente apareceu. Ele só aparecia na casa de madrugada para dormir para curar a ressaca e saía de novo, então até hoje eu não o tinha visto. Ele foi para lá e para cá se arrumando, eu quietinho no quarto só senti o cheiro do perfume. Aí Sarah chegou e resolveu me apresentar a ele. Parece um adolescente hahaah Cabelo de Mc Biel, roupa de elenco do mal da Malhação... muito engraçado. E não deu 20min ele já saiu para outra festa haha

Agora eu vou dar uma olhada no jantar, porque se for o caso, como meu cup noodles mesmo.

Até amanhã! 😉

Ah, o layout do blog vai mudar. Esse tá muito bobo, simples e fica meio pesado para abrir também. Minha assistente Xexel se encarregará de dar um upgrade no visual 💛

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Day 3 in New Zealand

Oooooi! Dá-se início ao dia 3 aqui. Início bem esquisito porque começou às 3:18 da manhã, depois da minha suposta soneca, né. Ainda dormi mais 2 horinhas depois e acordei mesmo às 9am. Fiquei conversando com o pessoal, fiz amiguinhos online e fui tomar café da manhã.

Pelo que eu tinha pesquisado, um café da manhã tipicamente neozelandês é assim:


Cadê pãozinho francês? Quedê manteiguinha? Nesca-au? Já fui tomar café com pé atrás, apesar de eu já ter dito pra Sarah como era meu café no Brasil. Chegando lá e até que foi tranquilo. Tinha pão de forma e tostadeira, fiz a torradinha e passei manteiga em uma e na outra um tal de lemon honey (que na verdade não tem mel, só limão e gema de ovo) que é gostosinho. Foi a irmã dela quem fez até. Para beber foi suco de laranja mesmo, não tem chocolate em pó aqui.

Voltei pro quarto, arrumei minha cama, conversei com algumas ~pessoas~ e fiquei vendo preço das GoPros nas lojas online mesmo. Até no Trade Me, que é tipo um Mercado Livre daqui. Uma hora essa câmera sai, vamos torcer! Aí deu a hora do almoço, Sarah veio me perguntar se eu queria almoçar e eu avisei que ia almoçar com um amigo, que ela não precisava se preocupar. Combinei com meu novo amiguinho, vi como chegava lá no ponto de encontro e fui tomar banho para sair.




Fiz brasileirice para atravessar a rua e não atravessei na faixa de pedestre. Se é proibido que nem em Los Angeles eu ainda não sei, mas olhei pros dois lados antes de atravessar como a Xuxa me ensinou e deu certo. No ponto de ônibus tinha o horário dos ônibus que passavam lá, bem útil. No Brasil a gente depende de app para saber a hora e mesmo assim eu só consegui ver esse negócio funcionar certo uma única vez.


Peguei o ônibus, o motorista me perguntou para onde eu tava indo. Me deu um branco onde eu ia descer e eu falei que era onde fica a Kaplan, não onde eu desceria de verdade (que era 2 pontos depois, mas...). Aí ele mostrou no computador de bordo dele que para lá a tarifa era de CINCO dólares, aproximadamente o preço do frescão que pego para ir pro trabalho, que tem ar condicionado ligado e eu fico dentro dele por mais de 1h e meia. Nem 15min de distância e tu me assalta desse jeito? Vou ter que caçar um RioCard da vida aqui urgentemente assim.

Apertei o botão para descer do ônibus e desci no ponto certo. Avisei meu amigo que havia chegado, ele passou de carro e me pegou para irmos almoçar os fish n chips. Eu só não esperava que era numa praia meio longe dali haaha Continuo estranhando o trânsito invertido, e olha que eu nem tô dirigindo! Chegamos lá em Mission Bay, fomos no restaurante, pedimos nossa comida (deu 9 dólares) e esperamos nosso número. Pegamos nosso pacote de açougue e saímos. É, parece um pacote de açougue o jeito que eles embrulharam a comida pra viagem, muito estranho e nada prático. Duas folhas de papel enorme enrolando o lanche. Fomos tentar comer na praia mas tava uma ventania de temperar nosso almoço com bastante areia, aí fomos comer no carro mesmo haha Como pedimos pra viagem o garçom não deixou a gente comer dentro do restaurante 😒 Aí que abri o pacote e vi como era. Primeiro que já deixei cair umas 3 batatas fritas. Aí tentei desenrolar o negócio com mais cuidado para conseguir comer. E, bem, é realmente batata frita com peixe empanado. Pelo menos não tem espinha. É gostoso, mas veio com mais óleo que a coxinha do Lecadô. Aí não deu nem para comer tudo.


De lá fomos pro centro da cidade, onde fica a Sky Tower. Me despedi de Michael e fui fazer meu passeio. De longe ela parecia menor, mas de perto... ô torrezinha alta! Entrei primeiro no hotel casino que fica em frente a ela porque eu não sabia como entrava na torre. Andei para lá e para cá e me rendi a perguntar pros moços da porta do cassino, aí ele me indicou. Chegando lá tem a parte de entrada normal para a torre, que é NZ$29, e a parte para quem vai fazer o Sky Jump e/ou o Sky Walk. Sky Jump é pular lá de cima, uma queda de 11 segundos. Sky Walk é uma caminhada em torno da torre lá em cima, com roupinhas bem engraçadas que parece de presidiário americano. Fui ver preços e tava mais caro que bungy jumping normal. E tava meio enjoado com tanta gordura no almoço que também ia acabar botando tudo para fora em 3 segundos de queda. Melhor deixar para depois rs

Peguei a fila para pagar, fui comprar o ingresso mas meu cartão de viagem não foi aceito. Um certo pânico foi gerado, e paguei em dinheiro mesmo. Eles pedem para tirar uma foto no chroma key antes de subir (e depois eles colocam um fundo como se eu tivesse tirado a foto lá em cima. Para que só Deus sabe). No elevador tem uma parte que o chão é de acrílico, então você já tem uma ideia do quão alto o negócio é. Só que aí tu começa a não ver mais o chão de tão longe, e aí na sua frente você vê a cidade pelas portas de vidro do elevador. O ouvido também avisa que você tá subindo bastante, dá aquela pressão que nem quando voa de avião, sabe? E aí chega lá em cima. "Ca-ra-lhow" é a única coisa a se dizer. Acho que até os japoneses disseram "calalho", porque não tem reação diferente possível. Fui me aproximando do vidro para ver melhor, tirar fotos mais legais e tal.

 

Deu para ver tudo tudo, pena que eu não conheço nada para dizer "olha, ali fica tão coisa" hahaha  Mas é muito bacana o passeio mesmo assim. Ainda tem mais coisa subindo depois dessa parte, que eles chamam de deck, aí dá para ver o pessoal pulando. Desci um andar e fui pra cafeteria & sorveteria. Pedi um sorvete de uma bola só de affogato (que é uma bebida feita com café e uma bola de sorvete de baunilha dentro, "afogada" no café) e fui pagar. O cartão novamente não passou. Gelei mais que o sorvete. Vamos de cash de novo, mas já pensando em como eu ia pagar o ônibus se algo mais desse errado haha Daí fui achar um lugarzinho para tomar minha casquinha e pensar na morte da bezerra.


Chegou o dia que eu rio de 2016 tomando um sorvete na Nova Zelândia. Aquele abraço pros inimigos.

Desci, fui na lojinha de souvenirs e comprei umas lembrancíneas. Ah, olha que negócio bacana!



Deu para entender? Esse colar tem um pingente que abre, tipo uma gaiolinha. Aí você abre a concha, pega a pérola que tem ali dentro (rezando para que tenha, porque o negócio tá fechado e conservado na água) e coloca dentro do pingente. Bacana, né? Já garanti um para mamain 😁 Ah, o cartão desta vez passou, aleluia amém. Senão eu ia ter que voltar a pé se não achasse um caixa eletrônico para sacar dinheiro hahaha

Saí de lá e fui caçar um Uber, porque para chegar em casa eu teria que pegar 2 ônibus. Se já foi 5 dólares num trajeto pequeno, imagina onde eu tava! Pedi o Uber, mais um motorista árabe. Por quê, alguém me explica? Ele colocou uma musiquinha e eu pedi para ele me deixar no supermercado que tem perto da casa.

Countdown o nome do supermercado. Esse é mais supermercado mesmo, não é tipo o Target em LA que tinha roupas, eletrônicos, games... Aí fui ver o que tinha lá de diferente, os preços das coisas...

 Barra de Lindt a 3.50, amigos. Na loja da Lindt no Barra Shopping a mais barata é 18 reais! Peguei uma só porque... ai nem sei porque, já tô arrependido! Droga!



Aí, pai, tem Voltaren aqui também. Se não tiver achando mais no Rio me avisa haha E óculos para perto também, de vários graus. Ali atrás deles tem até um teste de visão rápido que você vai testando o grau que precisa. E tem uns modelos bonitos até. Pena que tenho miopia.


Aqui tem Fanta de blueberry e de melancia azeda (?). Assim eu vou acabar voltando a tomar refrigerante. ESPECIALMENTE porque tem Mountain Dew aqui, e não só de limão! MTN DEW é o melhor refrigerante do mundo, meu Deus. Ouvi dizer que "já" estão vendendo no Brasil, então se não conhece, vá comprar e provar.


Agora o que me surpreendeu foi o preço da pasta de dente. Mano, no Brasil eu compro o pacote com 3 desse Colgate Optic (Luminous aí) White e é R$11,90. Aqui UM tubo só é NZ$11.19. Que que isso, minha gente?!

De resto nada muito relevante. Não tem tanto cereal por aqui, é coisa de americano mesmo. Verduras tinham bastante, aliás agora que me toquei que podia ter aprendido o nome delas em inglês na prática. Deixa para outro dia. Ah, e carne de cordeiro parece ser bem popular por aqui, na parte de açougue sempre tinha escrito "lamb" nos mais diversos cortes. Antes de vir embora ainda mandei SMS pra Sarah (aqui eles não usam WhatsApp, no máximo Viber, mas é SMS mesmo o negócio) para perguntar se ela precisava de alguma coisa (sou um fofo, né? Sim.), mas ela disse que não. Aí fui pro caixa, perguntei o preço de um pack com 3 meias e ao ver que era 6 dólares resolvi levar. A cashier concordou comigo que tava num preço bom haha O cartão funcionou de boas novamente. Aí saí e fui todo serelepe pimpão andando para casa com minhas sacolíneas.

Por aqui tem bastante agência de carro, parece o "paraquedas" em Campo Grande, mas em larga escala. Tanto concessionárias quanto de seminovos. E fiquei impressionado com o preço desse carro:


Será que cabe na minha mala?

Cheguei em casa, coloquei o ice tea de framboesa para gelar e fui pro quarto guardar minhas coisas.


Sim, só besteira. O biscoito eu comprei porque lembrei da Barbie (não são cookies que você faz, tá vendo? sem reagir com grr no Facebook!) e para ter um plano B quando a comida não foi das melhores. O resto é por pura gordice mesmo. E minha raiva voltou, era para ter comprado mais chocolate... Enfim.

Hora do jantar, Sarah já tinha feito meu prato. Um pouco de comida demais para mim, mas vamos em frente. É frango e arroz, né, não tem muito como errar no sabor, pensei. O tempero era um tanto diferente, e um pouco apimentado. Na hora mesmo não dá para sentir ardência, só fica depois pinicando nos lábios. Nada que incomodasse.


O ice tea de framboesa nem é grande coisa. Melhor continuar no pêssego mesmo.

E foi isso o dia. Bastante coisa, né? Tava meio desanimado, para ser sincero, mas agora vendo gente circulando, dando uma explorada eu já tô mais animado pro resto da viagem. Peguei uns panfletos de lugares onde tem bungy jumping e queda livre e durante a semana vou ligar para pedir informações. Dei lance numa GoPro no Trade Me, se ninguém cobrir minha oferta eu vou conseguir um bom negócio.

Enquanto eu tava escrevendo a Sarah veio dar boa noite e avisar que me vê pela manhã antes de ir pro trabalho. Ela também volta amanhã a trabalhar, na creche dela. Tenho que lembrar de pedir um ferro de passar porque minhas camisas parecem que saíram da boca de uma capivara. Tenho que causar boa primeira impressão nos coleguinhas do curso amanhã. Inclusive tô ansioso para começar logo esse curso, especialmente para saber quais os passeios que eles organizam pra gente fazer. Ainda tenho trauma de não ter ido para Las Vegas quando todos os meus amiguinhos foram. Isso que dá trabalhar em espelunca que o chefe dá calote no pagamento. Por culpa deles não tinha dinheiro para viajar 😡 Ainda bem que agora é tudo certo. IBEU 💙💓

Riley veio dar boa noite para mim e bom dia para vocês aí. Já voltaram a trabalhar? Respondam nos comentários daqui ou do Facebook. Vou ficando por aqui porque preciso dormir. Beijo!




segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Day 2 in New Zealand

É o dia 2, mas praticamente meu primeiro dia aqui, né? Que, aliás, (spoiler alert) foi cortado pela metade por motivos de: fui tirar um cochilo e dormi 12 horas ininterruptas. Beijos. I 💔 jet lag.

Depois de aproximadamente 20 horas sentado em avião, eis que boto o pezinho em Auckland AEAEAE! Pé no chão mesmo, porque para variar no fizeram descer na pista. Acho que de todos os vôos que já peguei, só 2 eu devo ter descido na plataforma mesmo. De resto, só pista. Mas beleza, fui foi bom que já senti o clima na terra dos kiwis.


 Entrando na área de desembarque, novamente obrigado a passar pelo duty free. Lá fui eu atrás de GoPro barata e meu perfume, mas não achei nenhum dos dois. Achei esse boneco do Kinder que é muito simpático, mas ficou só na foto mesmo haha


Saquei dólar neozelandês no caixa eletrônico porque tava sem nenhum e fui pra área da imigração. Molezinha, fiquei nem 1 minuto lá, o rapaz só me fez 2 perguntas e me deu welcome. Fui atrás da minha mala e também foi tranquilíssimo, já estava lá dando voltinhas pela esteira. Toda arranhada, claro, porque cuidado com a mala dos outros ninguém tem, né? Malditos.

Cheguei ao hall do aeroporto, já me deparei com uma estátua grandona que veio lá na Terra Média do Senhor dos Anéis.

Um pouco mais ao lado tinha duas operadoras telefônicas, a Sparks e a Vodafone. Ambas tinham planos muito parecidos, mas a da Sparks concedia 1gb de internet por redes wifi espalhadas pela cidade, aí peguei o chip de lá. Foi o primeiro contato com alguém daqui. As feições do atendente eram meio filipinas, mas sei lá, né. Então o inglês dele me soou estranho, meio indiano. Aí fui cambiar dólar americano pelo neozelandês, até porque da máquina só tinha nota de 100. E o cara do câmbio também tinha o inglês meio indiano, o que reforçou minha opinião sobre o sotaque daqui ser horroroso ahhaha Aliás as notas são muito bonitinhas, cheias de viadagem holográfica, bem coloridas, partes transparentes e os animazíneos ali à esquerda. Nas moedas também tem animais ou símbolos maori. Tem moeda de 2 dólares, inclusive. A de 1 dólar tem um kiwi, mas eu usei antes de tirar a foto.


Sarah tinha me dito que tem como chegar do aeroporto à casa de ônibus, mas eu tava com mala, zureta, sem conhecer um centímetro deste hemisfério, então depois de conversar com duas pessoas do lado de fora do aeroporto, resolvi pegar um táxi normal mesmo. Aparentemente um árabe, porque tava de turbante. E o primeiro impacto: o volante é do lado direito. E sabe que isso acarreta em toda mudança de trânsito, né? É bem esquisito ver as coisas do lado oposto da pista, parece que tá sempre na contramão hahaha



Chegando à casa, ele entrou no quintal do lugar! Fiquei assustado, até perguntei se podia fazer isso aqui, e ele com toda naturalidade do mundo disse que era só para fazer a manobra, não tinha problema. Eu acostumado com muros e portões de ferro, e mesmo em Los Angeles os táxis não entravam assim no terreno, ficava na rua mesmo. Enfim, ele deu uma buzinada, peguei minha mala e fui pra casa. Subi as escadinhas e já estavam abrindo a porta. E eu estava errado na minha suposição: Sarah é véia também ahahah Mas é uma véia muderna, muito mais ativa do que dona Sashi era. Aliás foi o que me fez pensar que era mais nova, já que faz aula de dança. Enfim, entrei, conheci a casa, me conectei no wifi e bebi água enquanto conversava com a Sarah. Conheci a cadelinha Riley e os gatos Missy e Mittens. Mittens parece um cachorro de tão carinhoso. Missy é estilo Garfield mesmo. E Riley é ciumenta, tudo o que o Mittens faz ela quer fazer também.

Sarah avisou que ia dar uma corrida com o Dave (um neozelandês que tá se hospedando aqui não sei porque) e eu avisei que ia só tomar um banho e arrumar minhas coisas, não precisava de nada. Ela foi e eu fui fazer minhas coisas, aproveitei para conhecer a casa.


Banheiro sem janelas, só o exaustor que se liga do lado de fora, junto com a luz(!). Mommy Katia ia tomar banho só no quintal aqui rs. Arrumei minhas coisas no armário, vi que o vizinho tem piscina porque a casa dele é quase grudada na minha janela e privacidade não se tem muito por aqui. Consegui ver quase a casa inteira pela janela e porta de vidro dele.


Sarah me emprestou um adaptador de tomada, porque aqui é tipo aquelas tomadas de ar condicionado antigo, sabe? Aí só com adaptador mesmo. 


Esse carro é do Dave. O saco de areia é da Sarah. Pois é, uma senhorinha dando socos por aí, esta é minha host mother hahaha


 A sala é ao lado da cozinha, de frente pro deck e varanda. Tem SKY aqui também. Inclusive existe um canal maori (a tribo que ainda se mantém aqui) que tava passando um seriado bem sem graça. Pelo menos falavam inglês. AH! O inglês original, de quem é neozelandês mesmo, é parecido com o britânico. Foi só azar mesmo topar com filipino, indiano e árabe antes.


Tem triturador na pia tipo filme. Aliás é onde eles jogam todo o lixo, já que não achei uma lixeira pela casa a não ser no meu quarto e no banheiro.


Sala de jantar com várias plaquinhas motivacionais.


E a saída pro deck e varanda. Tem mini margaridas no chão lá. Ah, nessa porta de vidro tem aquela portinha para gatos passarem, é engraçadinho haha

Vim pro quarto tentar consertar a postagem que não mostrava os vídeos mas não deu muito certo. Aí quando percebi o Mittens tava ali no meu pé. E ficou por um bom tempo. Olhei pro lado e percebi que tinha uma carta para mim! Eu recebendo correspondência aqui, que inusitado 😆 Era da Kaplan, só podia ser, né haha


Depois a Sarah ainda me levou de carro até a PB Technologies, uma loja de informática que é mais ou menos aqui perto, para ver se achava a GoPro. Aí que finalmente vi gente, porque no caminho pra casa se eu vi duas pessoas no trajeto inteiro foi muito. De acordo com o taxista, e Sarah reafirmou isso, tá todo mundo viajando, já que teve final de ano e dias 2 e 3 são feriados nacionais aqui. A partir de quarta, que é quando começam minhas aulas, as coisas devem ficar mais movimentadas.

Sarah fez comigo também o caminho que eu vou fazer de ônibus quando for pra Kaplan. Novamente estranhei os lados, porque o ônibus que vai fica do lado esquerdo da pista, e o que vem, do direito. Espero não esquecer disso na quarta enquanto estiver com sono e pegar o ônibus pro lado oposto. Em Newmarket, onde fica a Kaplan, tem várias lojas, shopping (já gostei), cafeterias... Parece um lugar bem bacana. A Kaplan em si é bem na vibe das universidades dos filmes, de tijolinhos vermelhos. E fica em frente ao museu de Auckland. Não sou muito chegado a museu, mas já que é em frente à escola, talvez eu vá.

E voltamos para casa. Ela fez almoço, que é sanduíche. Ainda bem que o almoço só está incluído no homestay nos fins de semana, então durante a semana eu vou caçar comida de verdade para comer. Viver de sanduíche no almoço não vai rolar. Sanduíche com beterraba, alface, humus, manteiga e pepperoni. Ela queria colocar ovo cozido e queijo mas eu vetei logo e expliquei o quão chato eu sou para comer 😅


Vim pro quarto me render ao soninho, era quase 16h. Coloquei o celular para despertar às 19h. Acho que não ouvi o despertador ou só desliguei e voltei a dormir. Resultado: acordei às 3:18. Aí vim escrever, já que não tem mais nada a fazer, né. Vamos ver quando meu corpo vai acostumar com esse horário.

Vou tentar dormir só mais um cadinho agora e acordar na hora "certa" para tentar colocar meu organismo funcionando no horário daqui. E ver se faço já uns passeios a pé para conhecer melhor o que tem à minha volta, ir até os lugares que vi pelo Google Maps quando ainda tava no Rio.

Até amanhã! 😉

domingo, 1 de janeiro de 2017

Day 1,5 in New Zealand

2016, também conhecido como o ano do beuzebu, quis dar uma última cartada e sabotou meu avião para Auckland. Por isso atrasou tanto o embarque. O vôo devia sair às 0:05am, foi adiado para 1am e depois de 2 horas dentro do avião tivemos que trocar de aeronave porque não conseguiram consertar o problema que ele apresentava.


Tentei comprar umas ~papas fritas con sal~ na troca de avião, mas eu não tinha pesos, e dólar a mocinha só queria aceitar trocado. Aliás para conseguir me comunicar com a mocinha... Jesus amado. Preciso aprender espanhol mesmo não gostando. Me senti uma jamanta fanha falando um portunhol que nem eu mesmo tava conseguindo entender. Não sei nem como eu consegui lembrar de "tarjeta", mas não funcionou mesmo, então não fez muita diferença xD

Já no avião novo e funcionando, tudo ocorreu rápido (grazadeus, né). Fui logo ver o que tinha de música para escutar no tabletzinho do avião e me deparei com isso:


Comecei a escutar desde então, claro. E já deixei engatilhado um filme para ver depois, o Tomorrowland.

Morto de fome já que minha tentativa com as batatas Lays foram frustradas, estava ansioso já pela comida. Minha cabeça girava na velocidade da luz cada vez que uma aeromoça passava, tava atento para quem trazia comida. Umas 2 horas depois que ela foi chegar a mim. Duas opções: ravioli de carne com molho de tomate e queijo e salmão com vagem e purê de batata (não sei quando vou parar de achar graça da palavra "papas"). A segunda, claro. Caí dentro sem cerimônia. Deixei só o potinho de salada e um polenguinho não famoso que tinha a imagem de uma vaca com piercing na etiqueta. Simpática ela.


Ainda rolou um café depois com creme instantâneo que eu não conhecia. É basicamente leite em pó, mas que não fez grande efeito. Me manteve acordado por mais meia hora, porque depois, amigo, mundo dos sonhos aí vou eu. Foi só o tempo de escovar os dentões e partir pro abraço.



Eu não sei para vocês, mas dormir no avião é meio difícil. E nem por causa das mexidinhas, mas é gente passando toda hora, não sossegam o popô no assento, que aflição! Aí passam e esbarram. Sei que acordei umas 15 vezes até desistir de dormir. E ainda faltavam 5 horas para chegar. 😣 Hora do filme, então.

No meio do filme veio mais lanchinho. Desta vez eu entendi absolutamente nada do que a aeromoça disse que tinha, pedi para repetir e respondi um sí com mais certeza que o Temer de ser amado pelo Brasil. Mas até que veio tudo que eu comia. Minha frescura foi respeitada, muito obrigado LATAM.



Preciso registrar minha profunda inveja do moço que está na minha fileira (dei sorte de novo e não tem ninguém ao meu lado) por ter um sono tão profundo. Ele tá dormindo desde o avião quebrado, só acordou agora para esse lanche. Inclusive não sei nem como ele trocou de avião, porque eu saí do primeiro e ele ainda estava dormindo, eu achei meu lugar no segundo avião e ele já estava aqui. É você, Satanás?


E termino por aqui. O dia 2 vai ser sobre minha chegada, que foi de fato no dia 2, mas para vocês aí ainda nem virou o dia 😆

Day 1 in New Zealantiago

Feliz ano novo, rapazeada! Passaram bem a virada? Jura? Bom, eu cheguei em área com WiFi, ainda não descolei um método de internet móvel por aqui. Aí consegui postar. 

A ida para Dona Zeranda tá tranquila. Passei pelo nervosismo featuring dor de barriga no caminho pro aeroporto, cheguei cedo e fiquei esperando com mamãe e papai e só carmei quando passei pelo free shop (e sem comprar nada, olha que evolução! E olha quanto preço alto também, que me ajudou a evoluir hehe) porque quem não se acalma em lojinhas, né non? Aliás é impossível não passar por dentro do free shop do Galeão, é o único acesso pros portões de embarque hhahaha Danadinhos!

Tentei comprar dólar neozelandês mas o único lugar que tinha tava com uma taxa altíssima, aí preferi ficar só com os americanos que já estou levando e o neozelandês em crédito no cartão de viagem.



Esperei um cadinho no salão de embarque, comi um croissant tão caro que quase peguei as migalhas do chão para não desperdiçar, porque pombas... Mais caro que um McLanche! Mas, era a única coisa que eu provavelmente comeria em horas a vir, depois de 300ml de café americano (te imitei, Finn!) para acordar do sono que me consumia.


Entrei no avião para Santiago, achei meu lugar, vibrei internamente por não ter ninguém ao meu lado, só um rapaz na janela mesmo. Eu fiquei no assento do corredor e perto da porta, estrategicamente posicionado pra conexão que é curta. Qualquer minuto é precioso nessa conexão, então já fico perto da saída. Ou pode ser para receber a comida mais rápido, deixo a dúvida no ar.

Falando em comida, o lanche do avião tinha que ter queijoS, né? Aquele croissant se tornou um pouco menos caro depois de ver esse sanduíche com essa placa de queijo, com um polenguinho atrás. Mas os 2 dois cream crackers e mousse de chocolate eu devorei mesmo, estavam ótimos.



Pouco antes do lanche vir, Biondo, o aero-hermoso (teremos mais trocadilhos infames deste nível, vai se preparando) , anunciou que passaríamos por área de turbulência e para permanecermos sentados. Esperei ansioso, porque meu sonho é pegar turbulência, porém não aconteceu. Mas deu um susto dotoso o relâmpago do lado da janela. Um baita dum flash do nada, e raios dos dois lados do avião. Mas, sem turbulência. Decepcionado. Aliás, língua espanhola, eu já não gosto de você, e tu ainda tem a pachorra de usar "instabilidad" como turbulência? Se bobear até esperanto tem uma palavra para turbulência. Melhore.


E cheguei em Santiago! 15min antes do previsto, mas que não adiantou muito porque tivemos que esperar para estacionar (?) o avião no lugar certo.

5 anos depois e o progresso das empresas aéreas é no fone de ouvido, que agora é headphone hahaha


Estou à espera do embarque agora, que atrasou quase 1h. Mas já rolou feliz ano novo da brazucada que tá aqui, porque brasileiro adora uma farofa, né? Hahhaha

Até Auckland! Tchau, Chile!